A patologia do tempo...
Somos sombras a esperar o crepúsculo... Amantes que abusam da quietude da noite. Me banho em neblina e me perco em ti. Sofro só, pois quando estou contigo sofremos juntos, da patologia do tempo, que hermoso, insiste em passar... Como flor necessito de Sóis... Sois vós o meu tormento?
Ou passo... Rabisco em folhas rasgadas, versos inalienáveis e oferto-os aos semideuses... A hipocrisia desponta no leste, e os atormentados pelo sol começam a levantar.
Sinto falta da noite... Da neblina que brota do asfalto, da lua que singela sorri... Da musicalidade do silencio... Mas eu necessito de sóis... Pois sois vós o meu lamento. E só... Amargurado por primordial necessidade sofro da patologia do tempo que vetusto. Tarda a passar...
POETA...
23 de agosto – querendo soltar palavras
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