POETA
durante as marés
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
2012
2012.
Vejo o tempo escorrer entre meus dedos...
É tarde, mas ainda não fui dormir.
Corre anti-horário, e traga de volta o que se perdeu...
Busco em sombras ubíquas, aludi-os memorentes, lapidados em minha onisciência...
Corre anti-horário e devolva-me o que se perdeu...
Nas brechas... tácito, aguardo o que me prometeram... Sonho com árvores e gramas mais verdes... Mas no fim só sinto o caloroso enxofre... Longe, perambulo por meandros nunca dantes perpassados, torço por amores não sentidos, revivo lembranças não vividas e (...) num intervalo das utopias ressuscito o mar morto!
Corre horário e deixa o tempo para trás...
Quem sabe assim vivemos mais.
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Marques Pereira, Leandro
Num intervalo das utopias.
Querendo soltar palavras...
outubro de 2011
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