POETA

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durante as marés

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A IMORTALIDADE

A imortalidade, a amoralidade
O som áspero, roco e cheio de ecos, perdidos e achados.
Dos sonhos plantados,
Dos noites dormidas, das dores doidas, dos choros chorados, do amor requentado.
Dos risos esquecidos, da alegria que passou e não foi notada.
Das voltas que a vida dá
Melodia empapada de luz...donde vêm saudade...donde vêm amor...donde vêm saudade demais além da conta...
Tem um anjo tocando uma musica para você dormir.
Esta musica dá vontade de chorar, da vontade de sorrir
Vontade de perder; de perder para achar.
Lembra coisas perdidas
Que a gente quer encontrar
E que a gente sabe que não vai encontrar mais nunca
Porque tudo que foi... Foi, e se perdeu... (ou achou-se que estava perdido até que foi encontrado por alguém que não se encontrava?)
Mesmo que as coisas que voltem, elas voltam diferentes, porque é assim que o tempo entorta a vida.
É assim, o Tempo pensa.
Talvez sejamos nós... nós pensamos por ele...
Penso?
Existo?
Somente vivo...
A vida é complexa... Ou eu sou complexa...
A vida é só uma estrada que corre, está lá... Não existem complicações...
Já, se eu passo ou não por ela... o modo como passo, como "enfrento", ou se eu me deixo levar por ela... é já outra coisa.
Daí os obstáculos existem, daí eu posso sempre estar achado que a estrada lá atrás ( ou lá na frente) era melhor...
O "problema" está na estrada ou no veiculo?
Somos somente o que somos. Se reclamamos ou deixamos de reclamar não pode ser um problema pois os problemas não existem, o que existe somos nós, e você se considera um problema? (daqueles de matemática?)
Eu prefiro ser só um poema que ainda não foi escrito... mais que está se desenleiando na estória da vida...
É só isso, só isso que acho que sou, que acho que somos...

Ozanah ferreiro

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